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A revolução dos carros elétricos

Natália 03 de Agosto de 2020

A revolução dos carros elétricos


Grande parte das pessoas já ouviram em comentários ou noticiários sobre a proibição dos veículos movidos a combustão no futuro, e até o momento, existem muitas dúvidas sobre o que vai realmente acontecer daqui ha 10 anos com a vinda dos carros elétricos

 

 Como por exemplo, se já existe uma data na qual será feita essa mudança no país e em outros lugares do mundo, se os preços dos veículos terão o mesmo custo de um carro à combustão e entre outros inúmeros questionamentos que vamos debater agora.

Mas afinal, o que deve acontecer em 2030?
Segundo a proposta, aprovada pelo relator da Comissão de Assuntos Economicos (CAE), Cristovam Buarque (PPS-DF), o Brasil iniciaria o projeto em 2030 limitando a 90% do total de emplacamentos de veículos 0 km. A partir de então, o índice cairia gradativamente até chegar em 40% em 2040, 10% em 2050 e por fim, a proibição total em 2060. Com isso, qualquer veículo movido a combustíveis fósseis como gasolina, diesel e gás natural, incluindo os modelos híbridos ou flex, sejam eles veículos leves, pesados ou comerciais, não estarão mais em circulação.

Mudança gradual
Não é só o Brasil que está aderindo esta tendência de combate à poluição do ar. Madri já anunciou que vai restringir o acesso à cidade de veículos a diesel e gasolina fabricados antes de 2000. Roma também pretende fechar o centro da cidade para veículos a diesel a partir de 2024. Já a Índia quer proibir os motores a combustão até 2030 e a Noruega até 2025.

No Reino Unido, o governo britânico anunciou um fundo equivalente a R$1 bilhão para ajudar as prefeituras a reduzirem emissão de poluentes, bem como redesenhar as ruas e investir no fornecimento de energia elétrica. A estimativa de proibição é de até 2040.

Instalações elétricas para o abastecimento
Buscando uma posição privilegiada diante desse novo mercado, a distribuidora de energia elétrica EDP Brasil é a primeira a dar início diante dos 30 projetos aprovados de pesquisa e desenvolvimento em mobilidade elétrica, prevista para os próximos 2 anos.  A distribuidora planeja inaugurar 30 eletropostos na região Sudeste até 2022, com o investimento de R$32,9 milhões. São cerca de 150 quilômetros afastados uns dos outros, essa distância já foi calculada para ser menor que a autonomia das novas baterias.

O projeto também prevê a eletrificação das principais estradas que partem da capital, como Imigrantes, Tamoio, Carvalho Pinto, Dom Pedro, Governador Mario Covas e Washington Luís, além das já existentes Via Dutra e Régis Bittencourt. Desta forma, o motorista poderá percorrer mais de 1,4 quilômetros de Vitória (ES) até Joinville (SC), passando pelo Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).
 

E o quanto aos valores dos veículos?
De acordo com um relatório emitido pelo MIT, os veículos elétricos podem demorar mais de uma década ou até nunca atingir o mesmo preço dos movidos a gasolina, se tiverem baterias de íon-lítio (a tecnologia de armazenamento de energia que alimenta parte dos produtos eletrônicos atuais), elas são caras e representam 1/3 do custo total da fabricação do carro. Outros grupos de pesquisa também fizeram esse estudo, e concluíram que poderiam sim, alcançar paridade de preço com os movidos a gasolina nos próximos cinco anos.


 A estimativa no mercado diz que o custo das baterias de íon-lítio deverá cair dos atuais US$300  por quilowatt-hora para US$100 em até 2025.  Mas o estudo Insights in Future Mobility, do MIT, diz que essa previsão depende da estabilidade do custo dos insumos. Segundo essa pesquisa, os custos deverão cair apenas para US$124, por volta de 2030. Sendo assim, o custo ficaria comparável ao movido a gasolina.

 A boa notícia, é que com a crescente quantidade de fabricantes migrando para veículos elétricos, com diferentes preços, o interesse para a pesquisa e produção de baterias mais eficientes e baratas, aumentam.

 

Quer saber mais sobre veículos elétricos e híbridos? Leia nossa matéria completa sobre o assunto aqui.

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