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Veículo com GNV vale a pena?

Natália 03 de Maio de 2021

Veículo com GNV vale a pena?


Motivo de dúvida entre os motoristas, este tipo de combustível reúne pontos positivos e negativos que precisam ser levados em conta diante das necessidades do condutor

 


  Como uma alternativa à gasolina e ao etanol, o Gás Natural Veicular (GNV) ainda gera dúvidas aos motoristas sobre seu custo-benefício, assim como seus “prós e contras”. Muitas vezes, a conversão se torna uma opção diante dos constantes aumentos nos preços dos postos de combustíveis. Mas, afinal de contas, vale a pena ter carro a gás? Um veículo com GNV é uma boa ideia? O Historicar reuniu as principais vantagens e, também, os pontos de atenção para você ler antes de tomar a sua decisão.

 

 Antes de tudo, você precisa começar pela instalação de um kit GNV, que custa cerca de R$ 3 mil. Ciente desse primeiro passo da migração para o gás natural, saiba que uma das vantagens é o seu valor nas bombas, que costuma se manter estável na maior parte do tempo, confirmando seu bom custo-benefício. Atualmente, o GNV custa uma média de R$ 3,40 por metro cúbico e com 1 metro cúbico de gás você provavelmente irá rodar 14 km na cidade.

 

 Outro fator positivo é o ecológico: o GNV, que é liberado em carros leves desde 1996, ou seja, com maior acesso e popularidade do que os carros elétricos e ecologicamente corretos, tem uma queima de combustível mais limpa em comparação com as outras opções. Ainda, apresenta um baixo nível de resíduos, o que aumenta a vida útil do carro.

 

 Já entre os contras, o GNV, por necessitar de um kit que causa modificação no veículo, tira espaço do carro. Sendo proibido o uso de cilindros GNV embaixo do veículo, o lugar que resta é o porta-malas. Então, se você precisa desse espaço - por lazer ou trabalho - pode ser que tenha um problema neste sentido. Além disso, outra desvantagem é que, para os veículos novos, a conversão para o GNV provoca a perda de garantia de fábrica.

 Também na lista de “contras” está a perda de potência do motor. Especialistas afirmam que pode chegar até 20% de perda com o uso do GNV, o que pode ser um ponto negativo a depender do tipo de uso e de veículo. Recomendado por algumas oficinas, você pode optar por usar o Variador de Avanço específico para o carro nessa situação. Ele ajusta o tempo de ignição para atuar de acordo com o GNV, já que a queima do gás natural ocorre de maneira mais lenta que os demais combustíveis, o que pode desregular esse tempo.

 

 Lembre-se que antes de realizar a mudança junto à uma instaladora homologada pelo Inmetro, é preciso ter a autorização do Detran, além de efetuar o pagamento das vistorias e taxas necessárias. Após a conversão, o veículo ainda precisa passar por uma nova revisão antes de rodar.

 


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Natália

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